18/03/2011

9

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Se não você não consegue venerar pelo menos três pessoas parecidas com você, então não peça que ninguém te aceite como você é. Isso serve pros nordestinos e pros negros e pros gordos e pra, basicamente, todo mundo. Se você não consegue arrumar três gordas pra ter como exemplo de vida, pra ficar colecionando foto como você faz com as brancas magras, então não peça que nenhuma branca magra te respeite. Porque você é igual a elas. Só que gorda.

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regra de três

17/03/2011

8

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Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise

Blackbird singing in the dead of night
Take these sunken eyes and learn to see
All your life
You were only waiting for this moment to be free

Blackbird fly, Blackbird fly
Into the light of the dark black night

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Blackbird, The Beatles

15/02/2011

7

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I just want to be perfect.

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31/01/2011

6

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acho que é disso que eu preciso.

[me divertir, que fique claro]

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05/10/2010

5

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e eu fico pensando que quando você conhece uma pessoa, ou amigo, ou alguém por quem você se apaixona, no início, tudo o que se faz é tentar trazer essa pessoa para a sua vida. para existir, ali, na paisagem, de um jeito que você possa esticar a vista e encontrar, com um sorriso nos lábios. essa fase é bonita. mas como a gente conserta isso quando as coisas desmoronam, quando os defeitos passam a sobrepor as qualidades, quando você olha no olho e não vê mais nada daquilo que já existiu? como a gente pode existir e esbarrar, e ver, e ler, e saber que a outra pessoa segue a vida, ali, ainda no seu campo de visão? na paisagem que é sua?

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pequeno manual do distanciamento

24/08/2010

4

18/08/2010

3

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- Mas o que a gente vai fazer com um robô maníaco-depressivo?

- Você acha que o seu problema é sério? – exclamou Marvin, como se estivesse se dirigindo ao novo morador de uma sepultura. – E eu? O que faço se eu sou um robô maníaco-depressivo? Não, nem tente responder; eu sou 50 mil vezes mais inteligente que você e nem eu sei a resposta. Só de tentar me colocar no seu nível intelectual, fico com dor de cabeça.

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- Ah, a vida – disse Marvin, lúgubre. – Pode-se odiá-la ou ignorá-la, mas é impossível gostar dela.

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- (…) A ciência conseguiu algumas coisas fantásticas, não vou negar, mas acho mais importante estar feliz do que estar certo.

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Ford ficou lá fora e resolveu examinar a nave de Blagulon. Enquanto caminhava, quase tropeçou numa figura inerte, deitada de bruços na poeira fria.

- Marvin! – exclamou ele. – O que você está fazendo?

- Não fique achando que você tem a obrigação de se importar comigo, por favor – disse Marvin, com uma voz monótona e abafada.

- Mas como é que você está, sua lata velha? – perguntou Ford.

- Deprimidíssimo.

- O que houve?

- Eu nem sabia que tinha havido alguma coisa – disse Marvin.

- Por que – indagou Ford, acocorando-se ao lado do robô, tremendo de frio – você está deitado de bruços na poeira?

- Pra quem está com o astral lá embaixo, é um prato cheio. – disse Marvin. – Não finja que você está com vontade de falar comigo. Eu sei que você me odeia.

- De jeito nenhum.

- Odeia, sim, você e todo mundo. Faz parte da estrutura do Universo. É só eu falar com uma pessoa que na mesma hora ela me odeia. Até os robôs me odeiam. É só você me ignorar que provavelmente eu vou sumir do mapa.

O robô levantou-se e ficou olhando para o outro lado, irredutível.

- Aquela nave me odiava – disse, apontando para a nave policial.

- Aquela nave? – perguntou Ford, subitamente animado. – O que aconteceu com ela? Você está sabendo?

- Ela passou a me detestar por que falei com ela.

- Você falou com ela? Como assim?

- Muito simples. Eu estava muito entediado e deprimido, e aí me liguei na entrada externa do computador. Conversei por muito tempo com o computador e expliquei a ele a minha concepção do Universo – disse Marvin.

- E o que aconteceu? – insistiu Ford.

- Ele se suicidou – disse Marvin, e foi caminhando em direção à nave Coração de Ouro.

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o guia do mochileiro das galáxias, volume 1

11/08/2010

2

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Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

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poema em linha reta

09/08/2010

1

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tem sido bom. não esperar que se lembrem de mim, que me chamem. é tudo tão fresco, do lado de cá, onde as expectativas se desfizeram. eu faço as minhas coisas. do meu jeito. não me forço a falar com quem não tenho vontade, não me forço a sorrir pra quem não me arranca sorrisos. não ligo, não faço questão. vou flutuando pra longe.

nada é tão importante que não possa ser deixado pra trás.

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daqui

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